7 de março de 2015

A Carta à Igreja em Éfeso


A mensagem do Apocalipse foi enviada principalmente “às sete igrejas que se encontram na Ásia” (1:4). Este fato é frisado várias vezes no primeiro e no último capítulos (1:4,11,20; 22:16). Os capítulos 2 e 3 são direcionados especificamente às igrejas, com uma mensagem especial para cada uma delas.
Estas sete cartas seguem a forma de decretos imperiais, começando a sua mensagem com a palavra “diz” (grego, legei). Estas cartas foram escritas num formato padrão (Saudação, Posição de Jesus, Avaliação da congregação, apelo a ação, Promessa de recompensa aos vencedores), mas o conteúdo de cada é específico e fala a respeito das necessidades da própria congregação citada.
Sete Igrejas Independentes
A necessidade de sete cartas bem diferentes reforça a importância de respeitar a autonomia de cada congregação. Estas sete igrejas se encontravam numa área relativamente pequena. Uma pessoa entregando todas as cartas faria um circuito de pouco mais de 500 quilômetros. Nesta área pequena, sete igrejas bem diferentes apresentaram características distintas. Jesus não enviou uma carta “ao bispo da Ásia” (não existia qualquer ofício de líderes regionais entre as igrejas primitivas) para resolver, de uma vez, todas as questões nas várias igrejas. As igrejas não eram subordinadas à autoridade de alguma hierarquia, e não havia laços estruturais entre congregações. Cada congregação era independente, com seus próprios desafios e sua própria personalidade. Cada uma recebeu um comunicado diretamente de Jesus, e lhe responderia diretamente pela sua obediência ou rebeldia. Ele não operou por meio de alguma hierarquia de autoridades eclesiásticas. As pessoas que querem seguir, hoje em dia, as instruções do Novo Testamento devem lembrar este fato. Não há base bíblica para criar ou manter organizações religiosas ligando congregações. As hierarquias nas denominações e as conferências e congressos estaduais, regionais, nacionais e internacionais são invenções de homens sem nenhuma autorização bíblica.
Ao Anjo da Igreja em Éfeso (Apocalipse 2:1-7)
Vamos considerar o conteúdo desta carta. Confira na sua Bíblia cada citação.
A igreja em Éfeso (1): Éfeso era a cidade mais importante da província romana de Ásia. Foi situada perto do mar Egeu. Duas estradas importantes cruzaram em Éfeso, uma seguindo a costa e a outra continuando para o interior, passando por Laodicéia. Assim, Éfeso teve uma localização importantíssima de contato entre os dois lados do império romano (a Europa e a Ásia). Historiadores geralmente calculam a população da cidade no primeiro século entre 250.000 e 500.000. Éfeso era conhecida, também, como o foco de adoração da deusa da fertilidade, Ártemis ou Diana.
Sabemos algumas coisas sobre a história da igreja em Éfeso de outros livros do Novo Testamento. No final de sua segunda viagem, Paulo deixou Áqüila e Priscila em Éfeso, onde corrigiram o entendimento incompleto de Apolo sobre o caminho do Senhor (Atos 18:18-26). Na terceira viagem, Paulo voltou para Éfeso, onde pregou a palavra de Deus por três anos (Atos 19:1-41; 20:31). Na volta da mesma viagem, passou em Mileto e encontrou-se com os presbíteros de Éfeso (Atos 20:17-38). Durante os anos na prisão, Paulo escreveu a epístola aos efésios. Também deixou Timóteo em Éfeso para edificar os irmãos (1 Timóteo 1:3).
Destas diversas referências aos efésios, podemos observar algumas coisas importantes sobre essa igreja. Desde o início, houve a necessidade de examinar doutrinas e aceitar somente o que Deus havia revelado. Assim, Áqüila e Priscila ajudaram Apolo (Atos 18:26); Paulo advertiu os presbíteros do perigo de falsos mestres entre eles (Atos 20:29-31), e orientou Timóteo a admoestar os irmãos a não ensinarem outra doutrina (1 Timóteo 1:3-7). A carta de Paulo aos efésios destacou a importância do amor (5:2), um tema frisado, também, nesta carta no Apocalipse.
Aquele que conserva na mão direita as sete estrelas e que anda no meio dos sete candeeiros de ouro (1): Esta descrição de Jesus vem de 1:12-13,16,20 e mostra o conhecimento e a soberania de Jesus em relação às igrejas. Tanto os efésios como os discípulos nas outras igrejas precisavam lembrar da presença de Jesus. Ele anda no meio das igrejas, observando o procedimento delas, e pronto para agir quando for necessário. Segurando as sete estrelas, ele demonstra seu poder e domínio.
Conheço as tuas obras (2-3): Jesus elogia várias qualidades da igreja em Éfeso:
 Labor e perseverança – Deus quer servos dedicados que não desistem (Tiago 1:4). Jesus falou da importância da perseverança diante de perseguição (Mateus 10:22; veja Romanos 5:3; Tiago 1:12), observando que perseguições causam o amor de muitos a esfriar (Mateus 24:10-13). Devemos perseverar na oração (Atos 1:14; Colossenses 4:2; 1 Timóteo 5:5), na doutrina verdadeira (Atos 2:42; 1 Coríntios 15:1), nas boas obras (Romanos 2:7) e na graça de Deus (Atos 13:43). Na sua perseverança, os efésios suportaram provas e não se desanimaram.
 Não suportar homens maus – Depois de tantas advertências sobre o perigo de falsos mestres, a defesa da verdade se tornou um ponto forte da igreja de Éfeso. Homens que se alegavam ser apóstolos foram postos à prova e achados mentirosos (veja 1 João 4:1). Precisamos do mesmo zelo da verdade hoje. O mundo religioso está cheio de pessoas que se dizem profetas e apóstolos. Devem ser avaliadas conforme a palavra de Deus. Pessoas que alegam trazer novas revelações são mentirosas (Gálatas 1:8-9; 1 Coríntios 13:8; Judas 3). Os apóstolos eram testemunhas oculares de Jesus ressuscitado (veja Atos 1:22; 1 Coríntios 15:8-9). Aqueles que se chamam apóstolos, hoje em dia, são falsos mestres. Não devemos suportá-los.
Tenho ... contra ti (4): O problema dos efésios não foi uma questão de doutrina correta, mas de amor. Abandonaram o seu primeiro amor. Esqueceram dos grandes mandamentos que formam a base para todos os ensinamentos de Deus (Mateus 22:37-40). Paulo instruiu os efésios sobre a importância do amor como alicerce da vida do cristão (Efésios 3:17; 4:2,16: 5:2; 6:23). Não devemos distorcer esta advertência para criar um conflito entre o amor e a verdade. Podemos defender a verdade, como os efésios fizeram e, ao mesmo tempo, praticar o amor. Foi exatamente isso que Paulo pediu aos efésios: “Mas, seguindo a verdade em amor, cresçamos em tudo naquele que é a cabeça, Cristo” (Efésios 4:15).
Lembra-te, arrepende-te e volta (5): Jesus pede três respostas dos efésios:
1. Lembra-te, pois, de onde caíste: Não foram as alfarrobas dos porcos que levou o filho pródigo ao arrependimento; foi a lembrança da casa do pai. Para os efésios se arrependerem, teriam que lembrar da comunhão com Deus que deixaram para trás. Para permanecer fiéis, a presença de Deus precisa ser a coisa mais preciosa na nossa vida. Uma vez que caímos, é necessário desenvolver novamente o amor para com ele.
2. Arrepende-te: O arrependimento é a mudança de atitude. Quando decidimos deixar o pecado e fazer a vontade de Deus, nós nos arrependemos. O pecador precisa se arrepender antes de ser batizado para perdão dos pecados (Atos 2:38). O cristão que tropeça precisa se arrepender e pedir perdão pelos seus pecados (Atos 8:22). Aqui, uma igreja cujo amor esfriou-se precisa se arrepender.
3. Volta à prática das primeiras obras: A mudança de atitude (o arrependimento) produzirá frutos (Mateus 3:8). Pelas obras, a pessoa arrependida mostrará a sinceridade da sua decisão. A igreja em Éfeso precisava voltar à prática do amor.
Se a igreja não se arrepender, Jesus removeria o seu candeeiro. Eles não permaneceriam na abençoada comunhão com o Senhor.
Odeias as obras dos nicolaítas, as quais eu também odeio (6): Mais um ponto a favor, reforçando o elogio dos versículos 2 e 3. Os nicolaítas são mencionados somente aqui e na carta à igreja em Pérgamo (15). Não sabemos a natureza precisa do seu erro, mas sabemos que era abominável a Deus. Neste ponto, os efésios odiavam o que Deus odiava. Nós devemos fazer a mesma coisa, sendo amigos do bem (Tito 1:8) e detestando o mal (Salmo 97:10).
Quem tem ouvidos, ouça (7): Freqüentemente, Jesus chama os ouvintes a ouvirem a sua mensagem (Mateus 11:5; 13:9,43; etc.). O problema de um coração teimoso se reflete nos ouvidos tapados que recusam ouvir a verdade (Mateus 13:15). Os efésios provaram aqueles que falavam, agora eles seriam provados pela maneira de ouvirem.
O Espírito diz às igrejas (7): Jesus transmitiu a sua mensagem por meio dos anjos das igrejas (2:1,8,12,18; 3:1,7,14), mas o Espírito, também, participa da revelação (veja 1:4) e da recompensa dos fiéis.
Ao vencedor ... árvore da vida ... paraíso de Deus (7): A recompensa aguarda os vencedores que perseveram no amor e na verdade. Aqueles que desistem, abandonando para sempre o seu amor, não receberão o galardão. Jesus descreve a comunhão com Deus em termos que nos lembram do jardim do Éden. Por causa do pecado, o homem foi expulso do jardim em que Deus andava (Gênesis 3:22-24,8). Aqueles que andam com Deus têm a esperança da vida no paraíso do Senhor.
Conclusão
Uma igreja rodeada por religiões falsas e sujeita à influência de homens maus precisa examinar todos os ensinamentos e rejeitar todas as falsas doutrinas. Mas ela precisa, também, demonstrar o amor verdadeiro para vencer o mal. Devemos amar a verdade, não somente pelo desejo de ser “corretos”, mas porque ela vem do Deus que merece nosso amor. Devemos amar aos outros, porque foram feitos à imagem e semelhança de Deus. “Amados, se Deus de tal maneira nos amou, devemos nós também amar uns aos outros” (1 João 4:11).

O Que Significam as Palavras “Herege”, “Heresia” e “Seita”?


As palavras “herege”, “heresia” e “seita” vêm de palavras gregas usadas no Novo Testamento, derivadas da mesma raiz. A idéia fundamental atrás destas palavras é “escolher” ou “escolha”. Assim a forma de verbo é usada quando Deus diz que escolheu seu servo (Mateus 12:18).
Outras vezes na Bíblia e no uso atual destas palavras, ainda podemos ver um elemento de escolha. Quando homens decidem seguir suas próprias opiniões, criando novas doutrinas e facções religiosas, estas palavras se aplicam. É neste sentido que lemos no Novo Testamento sobre seitas como dos saduceus (Atos 5:17) e fariseus (Atos 15:5), grupos que escolheram defender falsas doutrinas e tradições humanas.
Os apóstolos condenaram o espírito faccioso (Gálatas 5:20), alertaram sobre heresias destruidoras (2 Pedro 2:1) e ensinaram os cristãos a admoestarem e depois rejeitarem os hereges, ou homens facciosos (Tito 3:10). Escolher seguir qualquer doutrina que não vem de Deus é uma infração gravíssima da vontade do Senhor.
Às vezes, estas palavras são corretamente usadas para identificar doutrinas erradas e seus defensores, e é assim que devem ser empregadas.
Mas as palavras certas usadas pelas pessoas erradas podem se tornar armas maliciosas. Já no primeiro século, estas mesmas palavras foram usadas pelos adversários do Senhor para difamar seus servos fiéis. Tértulo, o orador que representou os judeus no processo contra Paulo, descreveu o apóstolo como “o principal agitador da seita dos nazarenos (Atos 24:5). Paulo respondeu a esta distorção da palavra: “Porém confesso-te que, segundo o Caminho, a que chamam seita, assim eu sirvo ao Deus de nossos pais, acreditando em todas as coisas que estejam de acordo com a lei e nos escritos dos profetas” (Atos 24:14). Mais de dois anos depois, quando Paulo chegou a Roma, os judeus queriam ouvir “a respeito desta seita que, por toda parte, é ela impugnada” (Atos 28:22).
Desde aquela época, os poderes religiosos têm usado estas palavras para identificar ideias ou pessoas que discordam da posição oficial de uma igreja ou das correntes principais de movimentos populares. Homens bons podem ser chamados de hereges, e homens maus podem ser vistos como servos “ungidos por Deus”.
O critério de avaliação não deve ser a posição oficial de líderes eclesiásticos, e sim a palavra de Deus. No final das contas, não importa o que os homens dizem, pois são as palavras de Cristo que nos julgarão (João 12:48; Gálatas 1:10). Nunca devemos escolher uma direção que contrarie a vontade de Deus!

Quando Jesus falou que só Deus é bom, ele negou ser divino?


Três relatos da vida de Jesus incluem o registro de uma conversa entre Jesus e um jovem rico, homem de posição (Mateus 19:16-22; Marcos 10:17-22; Lucas 18:18-23). Quando este jovem chamou Jesus de “Bom Mestre”, ele respondeu: “Por que me chamais bom? Ninguém é bom, senão um, que é Deus” (Lucas 18:19).
Pessoas que não acreditam na divindade de Jesus frequentemente usam este episódio para dizer que ele mesmo não se considerou divino. Devemos rejeitar esta interpretação por vários motivos. Considere estes fatos:
1. Se Jesus tivesse negado a sua divindade neste versículo, ele teria contradito seu próprio ensinamento e conduta em outros lugares. Jesus afirmou ser o “Eu Sou” que existia antes de Abraão (João 8:58,24). Ele aceitou adoração, sabendo que só Deus merece ser adorado por suas criaturas (Mateus 8:2; 4:10). Além das afirmações de Jesus, outros textos do Novo Testamento mostram sua divindade (João 1:1; Hebreus 1:6; etc.)
2. Jesus não negou ser bom. Outros textos também afirmam a perfeição de Jesus que viveu sem pecado (Hebreus 4:15; 1 Pedro 2:22) quando cumpriu sua missão de mostrar a bondade de Deus para o mundo pecador (João 3:16; 10:11; Romanos 11:22).
3. A pergunta de Jesus não serviu para negar a afirmação do jovem rico. Serviu para destacar a autoridade daquele que logo em seguida exigiria dele um sacrifício difícil. Se este jovem refletisse sobre o significado das suas próprias palavras, a confissão que Jesus é o Bom Deus, ele não teria desculpa ao rejeitar as instruções do Senhor. O mesmo Deus que revelou no Antigo Testamento os mandamentos que este homem guardava a vida toda (“Não adulterarás, não matarás, não furtarás”, etc.) agora diria: “Vende tudo o que tens, dá-o aos pobres e terás um tesouro nos céus; depois, vem e segue-me” (Lucas 18:22). O jovem precisava reconhecer que estava naquele momento diante do Bom Deus.
4. Em outras ocasiões, Jesus falou coisas semelhantes. Ele disse: “Ao Senhor, teu Deus, adorarás, e só a ele darás culto” (Mateus 4:10), não para negar a sua divindade, e sim para negar a sugestão do diabo. Ele pagou o imposto do templo, mas não negou ser Filho do dono da casa (Mateus 17:24-27). Ele perguntou aos apóstolos: ”Mas vós,... quem dizeis que eu sou?” (Mateus 16:15) não por causa de dúvida sobre a sua divindade, mas para chamá-los ao compromisso necessário para suportar o que viria pela frente (Mateus 16:16; cf. 16:21-26).
Jesus é bom. Ele é divino. Ele merece a nossa adoração e obediência!

Aflições


     Aflições
No íntimo de todas as criaturas existe o desejo de ser feliz e de afastar os sofrimentos.
Ninguém gosta de sofrer.
No entanto, Jesus cristo nos disse: “no mundo tereis aflições.”
São variadas as causas das aflições. Podemos, para melhor compreensão, separá-las entre as que têm origem em nossa intimidade e aquelas próprias da natureza em que vivemos.
Assim temos várias dores que somente têm a ver com o mundo em que nos encontramos.
Por exemplo, a dor causada pelo nascimento do siso, o último dos molares, é um impositivo da biologia humana. A dor pela picada de um mosquito ou de uma agulha, da mesma forma.
São dores próprias de um mundo material. São dores comuns a que estão sujeitos os seres que habitam o planeta.
O sofrimento faz parte de nossa vida, uma vez que em tudo existe a necessidade de ação.
Nossa mente pensa, nossa vontade almeja. Mas o corpo precisa executar.
Toda vez que desejamos alguma coisa, quando aspiramos algo, a necessidade de trabalhar para realizar nossos sonhos gera um certo sofrimento.
Quem deseja bater recordes, vive aflições. São horas intermináveis de exercícios, disciplina rígida, com intuito de superar as próprias limitações físicas.
Dores físicas, preocupação com a classificação, um revés de última hora. Aflições de toda sorte.
Quem deseja passar no vestibular, apesar do grande esforço aplicado no estudo, se aflige ante a perspectiva de não conseguir a vaga pretendida.
E se esquecer tudo na hora da prova? E se não conseguir a vaga? E se precisar fazer outro vestibular?
Quem deseja ser cantor, ator, engenheiro, médico passa pelas aflições das horas estafantes de estudo, estágio, aprendizagem, esforço,testes.
Reveses. Inquietudes. Aflições.
Em tudo há sofrimento pois em tudo existe a necessidade do esforço material, de conformidade com o nível evolutivo do mundo em que vivemos.
No mundo teremos aflições!
São os sofrimentos desse mundo, os empeços materiais que se apresentam.
Também existem os sofrimentos causados por nós mesmos. É o resultado originado de nossas intenções, de nossas atitudes, do estado geral da nossa mente e do nosso coração.
Quando tomamos decisões desequilibradas, sofremos.
Quando agimos de forma negativa, teremos que recolher adiante o resultado dessas ações infelizes.
Quando pensamos somente em nós, num egocentrismo doentio, sofremos.
Quando desejamos que as coisas não passem, não mudem ou não terminem, sofremos novamente.
Tudo passa. As paisagens mudam. Os momentos bons terminam, e os maus também.
Procurando entender a mensagem de Jesus poderemos vencer os sofrimentos do mundo, vendo-os como realmente se apresentam.
Ou seja, como empeços materiais numa realidade relativa. Alargando nosso ponto de vista poderemos vencer a melancolia e a aflição.
Sem visão pessimista, venceremos os obstáculos próprios ao meio em que nos encontramos.
E se optarmos por seguir Jesus, não haverá aflição que resista ao bendito remédio da fé.
*** Todos desejamos ser feliz. Sejamos ricos ou pobres, instruídos ou não, todos desejamos evitar os sofrimentos.
Assim, procuremos vencer as tribulações de cada dia e encontrar razões para felicidade em coisas pequenas.
Ser grato pelo que temos, pelo que usufruímos.
Aprender com os pássaros a saudar o dia com um cântico de esperança.
Eis uma boa fórmula para superar as aflições e começar a ser feliz, desde hoje.

11 de fevereiro de 2015

Eclesiaste 3:1-11

A armadilha mortal é sua falta de tempo.

Ninguém deve se admirar de ver o sucesso estrondoso das igrejas protestantes modernas. E quanto mais elas focarem na teologia da prosperidade, mais sucesso obtêm. O espanto jamais se justifica pelo simples e seguinte fato: numa sociedade cansada, onde o pobre morre de trabalhar para ter o que comer, a classe média se mata de trabalhar para ter algum conforto, e os ricos se matam de trabalhar para garantir segurança e riqueza para seus filhos e netos, não deve causar admiração alguma ouvir que todo mundo dá a desculpa de “falta de tempo” para justificar a ausência de exercícios físicos, viagens sem celular, leituras úteis, programas culturais, etc.. Ora, aqui está a armadilha! Porquanto a mesma falta de tempo que impede uma viagem sem celular, que impede a freqüência à academia de ginástica e outros descansos necessários, também impede um programa cultural, uma leitura útil e outras atividades indispensáveis: então é neste “saco” que se encontra a Bíblia e a teologia! Logo, não admira que ao conversarmos com estes “crentes” modernos, descubramos gente ignorante, gente que ouviu 3 ou 4 palavrinhas bíblicas (ou pior, 3 ou 4 palavrinhas do pastor) e já assumiu uma sapiência exemplar, um ar professoral intocável, como se todo o mistério divino pudesse ter cabido numa mente tão negligente quanto uma dessas! A julgar pelo que diz a própria Bíblia (João 21,25), pelo que disse o professor Cortella e por tudo o que escreveu CS Lewis, a humanidade está vivendo modernamente uma das mais tristes ilusões de ótica da história humana, a saber: os crentes das igrejas, que deveriam ser os discípulos de Jesus a andar pelo mundo evangelizando e fazendo discípulos (Mt 28,19-20) como fez Felipe para o Eunuco (At, 8,30-31), não passam de palhas secas, levadas ao vento, e com cabeças-de-vento, sem nada a oferecer, conquanto carentes eles próprios de conteúdo! Toda a pujança da teologia paulina e neotestamentária, que exige de padres e (bons) pastores anos e décadas de estudo, não passa de miragem para estes crentes modernos, e eles ainda adquirem a crença interior de que já estão prontos para enfrentar o mundo, quando o mundo já os engoliu! Esta é a verdade! E para lembrar de boas lições dos sábios do passado, eles diziam que “saco vazio não se põe em pé”. Como Cristo nos quer de pé em sua presença (Lc 21,36), é o caso de dizer: “mente vazia não se põe de pé porque cai no pecado, no pecado da presunção de saber, e assim a igreja é ferida de morte na modernidade”. Tristes tempos!.

20 de dezembro de 2014

Resumo:A Bíblia suas definições,divisões e conteúdo.

Qual é o significado da palavra Bíblia?

A palavra bíblia vem da palavra grega"Biblios"que significa biblioteca.


Como se divide a Bíblia?

A bíblia se divide em duas partes o velho e o novo testamento. Os dois testamentos juntos contém 66 livros, que foram escritos aproximadamente em 1600 anos por quarenta autores.


Qual o significado da palavra testamento?

Testamento significa "Aliança ou Pacto". O velho testamento é a aliança que Deus fez com o homem quanto a sua salvação antes de Cristo vir.
O novo testamento é o pacto  que Deus fez com o homem,quanto a sua salvação depois que Cristo veio.

Como se divide o velho testamento?

Em cinco partes: À lei de Moisés, os livros Históricos, os Poéticos e os Profetas Maiores e menores.

Lei:Gênesis,Êxodo;Levítico;;Números e Deuteronômio.

Históricos:Josué,Juizes,Rute,ISamuel,IISamuel,IReis,IIReis,I Crônicas,II Crônicas,Esdras,Neemias,Ester.

Poéticos:Jó,Salmos,Provérbios,Eclesiastes,Cantares.

Profetas Maiores:Isaías,Jeremias,Lamentações de Jeremias,Ezequiel e Daniel.

Profetas Menores: Oséias,Joel,Amós,Obadias,Jonas,Miquéias,Naum,Habacuque,Sofonias,Ageu,Zacarias,Malaquias

Como se divide o novo testamento?

Em cinco partes. Os evangelhos,um livro histórico,um profético,as epístolas Paulinas e as epístolas gerais.

Evangelhos:Mateus,Marcos,Lucas e João.

Históricos:Atos dos apóstolos.

Poético:Apocalipse.

Epístolas Paulinas: Romanos,I Coríntios,II Coríntios,Gálatas,Efésios,Filipenses,I Tessanolissenses,II Tessanolissenses,I Timóteo,II Timóteo,Tito,Filemom.

Epístolas Gerais: Hebreus,Tiago,I Pedro,II Pedro,I João,II João,Judas.

Quais foram os escritores da Bíblia?

Os escritores foram reis e príncipes,poetas e filósofos,profetas e estadistas.Alguna eram instruídos em todo o conhecimento da sua época e outros eram pescadores sem cultura.

O interessante é que os escritores escrevam em quase toda forma de estilo literário imaginável,ainda assim,quando tudo que escreveram foi reunido em um volume,existia unidade e harmonia maravilhosa do início ao fim,isto só pode ser explicado de uma forma:Existia uma mente dominante elaborando tudo,cada parte das escrituras foi inspirada por uma só pessoa,Deus.(II Timóteo 3:16-17)


A Bíblia é ou contém a palavra de Deus?

Se estudarmos os livros contidos na Bíblia,se conhecermos o seu conteúdo,acharemos em todos eles uma unidade de pensamento a indicar que uma mente única inspirou a escrita e a copilação de toda a escritura sagrada,a bíblia traz em si  o sinete do seu autor,que é em sentido único e distinto,a palavra de Deus.

A Bíblia não é o relato do homem sobre os seus esforços por encontrar a Deus,porém a narração do esforço de Deus por se revelar ao homem; é o registro do próprio Deus,quanto ao seu trato com os homens,na revelação que faz faz de si mesmo a raça humana. É a vontade revelada do criador do homem transmitida ao homem pelo próprio criador,para lhe servir de instrução e direção nos caminhaos da vida.

Qual a mensagem central da Bíblia?

O velho testamento descreve  uma nação.O novo testamento descreve um homem.A nação foi estabecida e nutrida por Deus para que desse ao mundo o homem que redimisse toda humanidade de seus delitos e pecados reconciliando-o assim com o seu Criador.

O próprio Deus tornou-se homem para dar a humanidade uma idéia concreta,definida e papálvel do que seja a pessoa que devemos ter em mente quando pensamos em Deus.

Deus é tal qual Jesus.Jesus era Deus encarnado em forma humana,o seu aparecimento na terra é o acontecimento central de toda história.

Do Gênises ao Apocalipse a bíblia só tem uma mensagem: Jesus Cristo é o centro e o âmago da bíblia,centro e âmago da história e centro e âmago de nossas vidas.


Afirmaçõe de homens notáveis a respeito da Bíblia:


Creio que a bíblia é o melhor presente que Deus já deu ao homem,todo o bem da parte do Salvador do mundo,nos é transmitido mediante este livro."Abraão Lincoln."

É impossível governar bem o mundo sem Deus e sem a Bíblia."George Washintgton"

A bíblia não é um simples livro,senão uma criatura vivente,dotada de uma força que vence e a quantos se opõem."Napoleão Bonaparte"

Este livro dá a razão  da supremacia da Inglaterra."Rainha Vitória".

Este livro é o Senhor,é o rochedo no qual se fundamenta a nossa república."Andrewn Jackson.

Há mais indícos seguros de autenticidades na bíblia do que em qualquer história profana."Isaac Newton".

A bíblia é o maior documento ao alcance da raça humana."Billy Grahan"

 

20 de outubro de 2014

DOIS REMOS

Um viajante ia caminhando ás margens de um grande rio,seu objetivo era chegar á outra margem.

Suspirou profundamente enquanto tentava fixar os olhos no horizonte,a voz de um homem de idade,um barqueiro,quebrou o silêncio,oferendo-se para transportá-lo.

O pequeno barco envelhecido era provido de dois Remos de carvalho,logo os seus olhos perceberam o que pareciam ser letras em cada remo.

Ao colocar os pés dentro do barco o viajante observou que eram duas palavras,num estava escrito Acreditar e no outro Agir.

Curioso,o viajante perguntou a razão daquelas palavras nos remos,o barqueiro então pegou o remo chamado Acreditar e começou a remar.

O barco começou a dar voltas sem sair do lugar em que estavam,em seguida pegou o remo chamado Agir e começou a remar.

Novamente  o barco girou em sentido oposto,sem ir adiante.


Finamente o velho barqueiro,segurando os dois remos,remou com eles simultaneamente,e o barco então,impulsionado por ambos os lados,navegou através das águas,chegando ao outro lado do rio.

Então o barqueiro disse ao viajante:este porto se chama Autoconfiança, e é preciso Acreditar e também Agir para que possamos alcançá-lo